blog

Como as incertezas se tornaram aceitáveis na comunicação

18/10/2018



Por Fernanda Ângelo

Imagine o seguinte cenário: uma gigante da área de #Tecnologia da Informação (#TI) contrata uma agência de #comunicação e #marketing #digital para ajudá-la a promover um de seus maiores congressos sobre o futuro da internet no Brasil. Entre os serviços contratados estão a redação de artigos pré-evento para um blog, post para redes sociais e o desenho de uma estratégia de impulsionamento de anúncios e chamadas em redes sociais. Tudo com o objetivo de gerar vendas de ingressos. A meta inicial era angariar 300 inscrições.

Em princípio, tudo pareceu tranquilo. A página do evento no Facebook, que vinha sendo alimentada desde alguns anos atrás – esta seria a 5ª edição do congresso – contava com mais de 10 mil fãs. No Twitter da companhia, mais de 5K seguidores. Além disso, nem todas as inscrições viriam dessas campanhas. Haveria iniciativas offline e parcerias com influenciadores digitais.

Muito bem. Então agora, imagine o diálogo a seguir, travado uma semana após o início da campanha:

Eu: – Testamos um investimento inicial na fanpage. Impulsionamos a imagem da palestrante com o link para o artigo no blog, mas não deu nenhum resultado.

Cliente: – E qual a sua sugestão?

– Não sei. Sugiro fazermos um novo teste, agora com um carrossel de fotos.

– Sugere? Não é certo que vá funcionar?

– Precisamos testar.

– Ok.

Deixamos rodando durante o fim de semana e BINGO! Na segunda-feira, uma série de mensagens em busca de mais detalhes sobre o evento e as primeiras inscrições.

Encontramos a receita. Semana seguinte, nova apresentação de fotos, mais um post e... nenhum acesso. Impulsionamos no fim de semana. Quem sabe aquele público navegava atrás de conhecimento técnico aos sábados e domingos. Nada. Outra tentativa três dias depois e uma mensagenzinha apenas.

Ligo pra cliente:

– Pensei em tentarmos colocar vídeo no Twitter (funcionou na campanha de um outro cliente).

– Pensou em tentar? Como assim?

– Sim. Temos que experimentar os diferentes formatos.

– Ok.

Gravamos um vídeo supersimples, com a câmera do celular. Em 24 segundos, um dos palestrantes resumia um pouco do que o público aprenderia na trilha de workshops organizada durante os dois dias de evento.

Vídeo impulsionado no Twitter, direcionando para o post no Facebook. Resultado? 35 inscrições!

E assim, no testa daqui, experimenta dali, trabalhamos diversos formatos durante quase três meses que antecederam o evento. Com uma verba bastante enxuta – algo em torno de R$ 800/mês –, a meta foi superada. Méritos não só para a estratégia de mídias digitais, mas também para o planejamento antecipado da equipe do cliente, que nos permitiu dar ao luxo de fazer os testes todos. Méritos para a estratégia de parcerias e, claro, para a qualidade dos textos e materiais.

Reunião de avaliação de resultados e feedbacks:

– Ufa! No final das contas, deu certo.

– E eu consegui entender que as redes sociais mudam todos os dias. Ficava inconformada cada vez que vocês me diziam que “achavam que podia funcionar” ou que “pensaram em experimentar isso ou aquilo”.

– Obrigada pelo voto de confiança!

Ficou a lição: em mídia digital, não há receita pronta. É preciso testar e experimentar ao longo do processo. Com tempo hábil, trabalho em equipe e conteúdo de qualidade, o sucesso da campanha é certo.

Ultimas Notícias

- Comunicação interna impacta diretamente a produtividade da sua empresa
- 2020: comunicação interna é prioridade para empresas, segundo o Gartner
- Renovação de contratos: dá pra ser menos desgastante
- Home office, pero no mucho
- E-mail ainda é excelente ferramenta de comunicação
- 51% das empresas apostam em comunicação interna para evitar fake news corporativa


Arquivo Blog


Copyright © F2 Conteúdo - Desevolvido por MPSoft Política de Privacidade e Termos de Uso