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Home office, pero no mucho

25/10/2019



Navegando pela internet esta semana, eu me deparei com uma recente pesquisa sobre trabalho remoto realizada pela Buffer, uma empresa norte-americana de ferramentas para gestão de redes sociais. A análise indica que 84% das pessoas que trabalham remotamente o fazem a partir de suas casas. Isso significa que a maioria de nós – sim, eu também engrosso essa estatística – trabalha e vive no mesmo lugar. Como resultado, temos o desafio de conseguir virar a chave e desligar do trabalho depois do horário comercial.

Ao ler o estudo, me veio à cabeça uma retrospectiva da minha vida de freelancer: desde 2006 eu trabalho de casa. Muita coisa mudou de 13 anos para cá, inclusive a forma de eu me organizar, justamente para conseguir conciliar e separar as vidas pessoal e profissional. Acho que ainda não sou modelo de organização, mas aprendi bastante coisa sobre o espaço e a rotina do trabalho remoto. Vou tentar traduzir em palavras algumas delas.

O estudo da Buffer elenca os principais benefícios que as pessoas enxergam no trabalho remoto. A flexibilidade da agenda desponta em primeiro lugar, citada por 40%. Em seguida, aparece a possibilidade de trabalhar a partir de qualquer lugar (30%), seguida por mais tempo com a família (14%) e a opção de estar em casa (13%), entre outras (3%). De fato, todos elas são facilidades que o trabalho remoto proporciona. No entanto, se não houver organização, elas podem se tornar vilãs da produtividade - e do equilíbrio saudável entre as vidas pessoal e profissional.

Logo que comecei a trabalhar de casa, qualquer canto era um escritório: a mesa de jantar, o quarto, o balcão da cozinha e até o banheiro. O resultado? Eu trabalhava praticamente 24 horas por dia, e o que deveria ser um movimento para estar com a família, invariavelmente se transformava em motivo de estresse, fosse porque uma criança queria atenção, porque a faxineira precisava aspirar o chão ou porque o marido queria assistir o telejornal da noite em um volume aceitável.

De outro lado, o fato de estar imersa na rotina da casa acabava facilitando a distração. Ou seja, mesmo estando conectada o dia inteiro, a produtividade nem sempre era de se admirar.

Criar uma distância segura entre o trabalho, o tempo livre e as distrações é sem dúvida a decisão mais acertada. Como? Estabelecendo um espaço físico específico para chamar de escritório, a sua área de trabalho. Talvez você não tenha em casa um espaço para transformar em escritório, e isso não é um problema. Vale adequar qualquer cantinho da sala. Meu primeiro "escritório" foi o vão embaixo da escada no sobrado em que morávamos. E funcionava bem. Foi o pontapé inicial para me libertar da conexão ininterrupta com o trabalho.

Também vale fugir para um espaço de co-working uma vez por semana, por exemplo. Isso funciona bem pra mim.

Depois, quando o Fábio, meu marido e sócio na F2 Conteúdo, se juntou a mim no home office, tivemos que repensar, já que não caberíamos os dois naquele espaço diminuto. Foi quando construímos um "puxadinho" no sótão da casa. O fato de ser um ambiente de acesso mais difícil (se dava por aquelas escadas que costumamos ver nos filmes) fazia com que pensássemos duas vezes antes de tornar a ligar o computador depois do expediente. E ajudava também a nos blindar das distrações da rotina da casa.

Há sete anos deixamos São Paulo para viver em Itupeva, cidade há 60 km da capital paulista. O escritório também mudou para o interior. Hoje há um espaço maior, específico para acomodar duas mesa de bom tamanho, uma biblioteca, frigobar e mesinha para o café. E, para reforçar a proposta de não trabalhar após o expediente, os notebooks foram substituídos por desktops. Ficou impossível andar com eles pela casa, de modo que o trabalho termina no momento em que deixamos o escritório.

E acreditem, nenhum cliente jamais reclamou de falta de produtividade, atraso na entrega de trabalhos ou falta de atendimento ao longo de mais de uma década de F2 Conteúdo. O compromisso com os clientes e seus prazos, aliás, é um dos diferenciais do nosso trabalho e motivo de orgulho para nós.

Em resumo: é possível usufruir dos benefícios que o home office proporciona sem prejudicar produtividade ou vida pessoal. Basta se organizar e saber separar – inclusive fisicamente – uma rotina da outra.

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