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Quando você sai da redação, mas a redação não sai de você

05/10/2018



Em setembro, depois de alguns anos trabalhando no esquema de "home office", eu tive a oportunidade - e confesso que adorei - de matar a saudade da redação. Foi um mês superintenso: as manhãs dedicadas às rotinas e clientes da F2 Conteúdo e as tardes ao fechamento de revista e caderno especiais, no Estadão. Lê daqui, checa informação dali, bate emenda de lá, entra anúncio, cai anúncio, muda espelho, troca o sumário...

Mas e daí? Por que você está contando tudo isso? É que eu me dei conta que mesmo meio longe da redação em si, a redação nunca saiu de mim. E mais, que tem coisas que a gente, como jornalista, precisa saber – e dominar – desde que sai da faculdade. Porque vai usar sempre, seja na redação, seja no universo corporativo, na comunicação digital, na mídia impressa, na comunicação interna, com clientes ou com parceiros.

Então tive a ideia de pontuar algumas dessas questões aqui. Tomara que sirvam como dica:

Definir uma mensagem – Uma boa história precisa ter uma mensagem bem definida. E isso depende, como sempre, do público com quem você quer falar. Isso se aplica a qualquer tipo de comunicação. Você precisa atrair - e reter - o leitor, quer ele seja um adolescente, quer seja um diretor financeiro ou o diretor de tecnologia tentando entender os benefícios de um novo serviço para os seus negócios. Tenha sempre em mente que, ao acessar o seu conteúdo, o leitor estará, invariavelmente, buscando informação, e não uma abordagem de venda.

Menos é mais – Diante da enxurrada de conteúdo vinda de todos os lados, o espaço é cada vez mais disputado. A publicidade custa cada dia mais e o leitor para menos e menos para ler sobre um determinado assunto. Seu conteúdo precisa ser certeiro e eficiente. Criar conteúdos resumidos, porém atraentes, que deem aos interessados a opção de clicar para ver materiais mais detalhados talvez seja uma excelente alternativa.

Verdade x Ficção – Em tempos de fake news, quando se escreve para jornais ou revistas, mesmo que sejam veículos corporativos, é fundamental que se tenha o compromisso com a verdade. Materiais de fontes pouco confiáveis surgem em todos os cantos e, ao menor descuido, podem invadir o seu material de comunicação. Sempre que for atribuir falas a alguma personalidade, por exemplo, vale verificar a sua veracidade. O mesmo vale para imagens de eventos. Desconfie sempre.

Prazos – Se os jornais e revistas têm horário para entrar na gráfica, os posts em redes sociais ou os materiais de marketing também precisam chegar na audiência o quanto antes. O tempo de resposta nesses casos pode ser tão ou ainda mais importante do que o horário de impressão da publicação, ainda mais se considerarmos que quando falamos em casos de sucesso, por exemplo, é preciso considerar os ciclos de aprovação do material.

Os anos longe da redação, pelo menos fisicamente, mostraram que uma mensagem bem definida, direta, comprometida com a verdade e que chegue rapidamente ao seu público-alvo é ainda a melhor receita da comunicação eficiente. Tenha ela o formato que tiver. Fale ela com o público que falar. 

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