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Até quando você vai lutar por espaço na mídia tradicional?

10/04/2018



De alguns anos para cá, as pequenas e médias empresas entenderam a importância de investir em comunicação, em ações de marketing e em trabalhos que ajudam a expor a sua marca e seus produtos e serviços para os públicos de seu interesse. Associadas, todas essas iniciativas realmente trouxeram – e continuarão trazendo – excelentes resultados não só para as marcas dessas empresas, mas também para os seus negócios. A assessoria de imprensa é uma delas. Porém, embora efetiva, tem vivido tempos mais difíceis.

Quando entendidos como peças importantes nesse processo de comunicação, os serviços de relacionamento com a imprensa de fato trazem ótimos resultados para essas empresas. A questão, porém, é que eles não funcionam mais sozinhos. De alguns anos para cá o que vimos foi uma redução enorme no contingente das redações em revistas e jornais, além da extinção das versões impressas de muitos desses veículos. Para dar uma ideia, em 2005, quando trabalhei na redação do Computerworld Brasil, havia mais de dez jornalistas – entre repórteres e editores – cuidando das versões impressa (quinzenal) e online. Hoje, a publicação não circula mais em versão impressa periódica e conta com dois jornalistas cuidando de tudo. Aliás, o título foi licenciado recentemente pela IT Midia.

Esses profissionais, nem que queiram - e por melhores que sejam -, não conseguem cobrir notícias de todas as empresas do setor de TI. O que eles precisam fazer? Cobrir aquelas cujas ações estão listadas em bolsas ou aquelas mais populares, cujas notícias lhes renderão mais cliques.

Como resultado desse movimento todo, o trabalho da assessoria de imprensa, especialmente nas pequenas empresas, ficou infinitamente mais difícil. Conquistar um espaço no noticiário tornou-se missão quase impossível para as organizações de menor porte.

E aí vem o desafio de encontrar alternativas para não cair no esquecimento. O que começamos a ver no mercado são empresas buscando seus próprios meios para falar com seus públicos. Isso mesmo: por que gastar energia tentando convencer um jornalista a falar sobre mim quando posso ter meu próprio veículo e levá-lo ao público que de fato me interessa?

Não estou aqui sugerindo o fim das assessorias de imprensa. Ao contrário, essas agências e seus profissionais são essenciais para a construção de uma marca forte, confiável e sólida. A ideia é somar esforços. Buscar seus próprios canais de comunicação – desde uma revista corporativa própria (que pode, inclusive, trazer anúncios de parceiros, por que não?) ou um blog da empresa até perfis no LinkedIn, Facebook, Twitter e outras redes sociais – pode ser especialmente interessante para as pequenas empresas, que muitas vezes não despertam interesse dos grandes veículos.

O que sugiro aqui é que as pequenas empresas, que levaram algum tempo para entender a importância de investir em comunicação – uma ação de benefícios intangíveis –, parem de gastar energia nadando contra a corrente. E façam o quanto antes os ajustes naturais que o mercado pede. A tendência é que os grandes veículos (com equipes nem tão grandes assim) se interessem pelas notícias das grandes empresas, deixando pouco espaço para as pequenas. Então, em paralelo ao trabalho das assessorias de imprensa, que tal falar de si mesmo em veículos próprios?

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