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Economize nas palavras da moda

18/09/2018



Quem estava no mercado de trabalho, especialmente nas empresas de #mídia e #tecnologia, pelos idos de 2010 já deve ter ouvido falar no "bingo corporativo". Naquela época circulava pela internet uma cartela semelhante à de um bingo, com termos da moda, como "foco", "customização", "player", "demanda", "pensar fora da caixa", e se propunha marcar quanto tempo se levava para preenchê-la durante uma reunião. Os anos passaram, as palavrinhas da moda – ou buzzwords, como são conhecidas – mudaram. No entanto, o uso excessivo desses termos parece prática contínua.

E isso vale também para os materiais de #marketing e #comunicação. Esta semana, por exemplo, eu estive em três diferentes eventos. Assisti a pelo menos dez apresentações e discursos. Se eu tivesse com uma cartela atualizada, teria gritado #BINGO pelo menos umas seis vezes.

Aí me veio o pensamento: vale usarmos indiscriminadamente essas palavras mágicas? Às vezes, até substituindo termos mais apropriados? Ao serem usadas exaustivamente, por vezes fora de contexto, essas palavras tendem a perder seu potencial de impacto.

A palavra inovação é um excelente exemplo. Ela figura em capas de revistas corporativas, nos press releases distribuídos nas salas de imprensa dos eventos, no título da apresentação do diretor de uma empresa de varejo, no material distribuído nos estandes. Ela também dá nome a categorias de prêmios ou a certificações profissionais.

Será mesmo que estamos inovando tanto assim? A palavra inovação mostra que uma empresa e seus produtos estão em dia com as últimas tecnologias e tendências. O problema é que o uso exagerado acaba por torna-la um pouco maçante, tirando inclusive a sua capacidade de causar impacto.

Não é preciso eliminar as palavras da moda dos seus materiais, mas é bom refletir um pouco antes de sair salpicando estes termos pelos textos (falados e escritos). O equilíbrio é sempre o mais indicado. Que tal mesclar palavras mais tradicionais com os termos de momento? É, inclusive, uma forma de prolongar a vida útil dos seus materiais de comunicação.

Como eu sempre digo: o equilíbrio entre bom senso e conhecimento do público com quem se quer falar é infalível. 

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