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Dê um toque humano à comunicação corporativa

08/08/2018



Se alguém lhe perguntasse que tipo de linguagem é mais apropriado para as ações de marketing e comunicação corporativa em um ambiente B2B, o que você responderia? E se o cliente fosse da indústria de Tecnologia da Informação? Agora imagine um outro cliente, esse atuando no setor financeiro. Que estilo ou regras de comunicação você seguiria?

Até pouco tempo atrás, eu apostaria (sem medo de errar) que a resposta, em qualquer um desses casos, seria "uma linguagem formal" ou "um estilo baseado em regras corporativas".

Acontece que os tempos mudaram e a comunicação e o marketing, mesmo nas empresas inseridas nos mercados tradicionalmente "quadradões" e "caretas", ganharam contornos mais humanizados. Personalizar um pouco mais a interação com conteúdos menos formais tem sido uma maneira eficiente de estreitar relações e, mais do que isso, entregar a mensagem correta ao cliente.

E não digo isso apenas porque li em algum manual, aprendi em algum curso ou li alguma pesquisa sobre tendências de comunicação. Digo porque temos experimentado essa mudança nos trabalhos para os nossos clientes aqui na F2 Conteúdo.

Por exemplo, dia desses fechamos um contrato para produzir conteúdo sobre um congresso de tecnologia. O cliente utilizaria os textos para promover o evento junto aos seguidores em suas redes sociais. Estamos falando de uma organização megaformal, que fala com profissionais superintelectuais. Um dos textos falaria sobre ética no uso de dados. Imaginei algo na linha "Você sabia que a Europa aprovou recentemente uma lei de proteção aos dados...". Errei. Não porque o cliente não quisesse tratar desse tema, mas porque ele queria algo mais "próximo do potencial participante do evento". Segui com "Até onde é ético usar dados pessoais para desenvolver um aplicativo XPTO? Até onde vai o seu direito de explorar as informações de um cliente?". Bingo! Era isso que esperavam dos textos.

Depois, em um outro trabalho, este para uma empresa do mercado financeiro, me pediram ajuda com um texto para divulgar os canais de comunicação da instituição com clientes corporativos investidores. Lá fui eu na linha formal. "Caros clientes, xxxxxx." Não era isso o que procuravam. Acertei a mão quando segui com uma linguagem coloquial.

De lá pra cá, rasguei a cartilha que estabelece um modelo,  estilo e textos próprios para clientes corporativos. Os clientes continuam sendo corporativos, é verdade. Mas, invariavelmente, eles falam com pessoas, tomadores de decisões, indivíduos.

Entenda a audiência
O desafio agora é entender - e definir - a audiência. Seria pouco eficiente produzir uma campanha de marketing ou comunicação através da qual sua empresa não alcance o público-alvo específico. Identifique com quem você quer falar, para quem você quer vender seus produtos e serviços, e entenda que tipo de comunicação funciona para eles.

Vale ter em mente o perfil daqueles que já são clientes e com quem - e como - a sua concorrência tem conversado. Vale a pena ir atrás do mesmo mercado? Ou será melhor trabalhar para alcançar outro público?

Onde ela gasta seu tempo
As empresas empregam hoje diversas gerações de profissionais. Os tomadores de decisões nos seus potenciais clientes são mais jovens, leem impressos, visitam sites de notícias, frequentam as redes sociais?

Você sabia, por exemplo, que profissionais da geração Z, aqueles nascidos a partir de 1995, buscam quase 85% das informações sobre novos produtos - seja para uso corporativo ou pessoal - nas mídias sociais?

Já os Millenials (nascidos entre 1981 e 1995) passam muito tempo no celular e, por isso mesmo, são bons alvos para comunicação via celular (Whatsapp e até SMS). E a Geração X (1965 - 1980) gasta horas no Facebook e tende a responder bem a ações de e-mail marketing. Assim como os Baby Boomers (1946 – 1964) se dispõem a ler longos reviews de produtos e casos de clientes para basear decisões de compras.

Entender quem é seu público é tão fundamental quanto ter em mente o fato de que, seja qual for a sua ação de comunicação, você vai falar com gente. E, portanto, as linguagens formais e corporativas demais tendem a trazer menos resultado.

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